COMO TER GLÚTEOS FABULOSOS – PARTE 1

Por Ivana Ponce

Se você espera que eu liste uma série de procedimentos para deixar os glúteos fabulosos, você se enganou. A ideia de ter um glúteo construído 100% com procedimentos não é a melhor saída (e eu nem me refiro ao preço que isso custaria, mas à harmonia desse glúteo com a sua forma física). Esse artigo tem como finalidade passar conhecimento e informar, e em hipótese alguma substitui uma consulta médica.

Quando pensamos em melhorar o glúteo, devemos separá-lo em 3 camadas, da mais interna para a mais externa:

  1. Músculos;
  2. Gordura e subcutâneo;
  3. Pele.

Quero detalhar cada uma dessas camadas e como melhorá-las, mas primeiro vamos entender quais são os tipos de glúteo que existem. São 4 tipos, e saber em qual você se encaixa é essencial para traçar a sua estratégia.

TIPO A

É o glúteo em formato de “Pêra” ou “A”. São glúteos que têm a base mais larga que o topo. A maioria das mulheres possui esse tipo e as queixas mais comuns são: bananinha, culote e depressão trocantérica (ou hip dip). O excesso de peso em pessoas com esse formato de glúteo leva ao aumento acentuado do culote. A falta de músculos em quem possui esse tipo leva a uma perda considerável de projeção (não terá aquela aparência “empinada”). A celulite, se houver, costuma aparecer um pouco mais na região das bananinhas, devido ao peso do glúteo.

Glúteo tipo A. FONTE: “Classification System for Gluteal Evaluation” – Clinics in Plastic Surgery|2006 

TIPO V

É o glúteo “oposto” ao anterior. Nesse caso, o glúteo começa mais largo no topo e a base é menor. Em vez de sofrer com culote, essas pacientes acumulam gordura em outro lugar: os flancos (ou “pneuzinhos”). A diferença entre esses dois tipos não é só a forma do acúmulo de gordura, mas também o formato dos ossos da bacia. Os ossos da bacia de quem possui o tipo V são mais “altos” do que os do tipo A. O excesso de peso acentua os flancos e exagera mais o formato de V. A falta de músculos também diminui a projeção, mas gera uma sensação maior de flacidez do que no tipo A. A celulite, se houver, acumula-se geralmente nos próprios glúteos, na porção inferior.

Glúteo tipo V. FONTE: “Classification System for Gluteal Evaluation” – Clinics in Plastic Surgery|2006 

TIPO QUADRADO

Este formato é mais comum em homens. Não existe uma diferença significativa entre as larguras do topo e da base, e por isso, chama-se de quadrado. Mulheres que têm esse formato frequentemente me procuram para “feminilizar” mais o glúteo. Trazer mais curvas e projeção para esse glúteo costuma deixar essas pacientes mais felizes. Eu diria que o glúteo tipo V e o tipo quadrado são os que mais se beneficiam de procedimentos estéticos (e geralmente são procedimentos com mais produtos e sessões), uma vez que certos componentes estruturais são quase impossíveis de alterar apenas com mudanças de hábitos de vida.

Glúteo tipo Quadrado. FONTE: “Classification System for Gluteal Evaluation” – Clinics in Plastic Surgery|2006 

TIPO REDONDO

Também muito comum entre as mulheres, apresenta larguras superior e inferior semelhantes, com a parte do meio sendo a mais proeminente. A queixa mais comum desse tipo de glúteo é a ptose, ou seja, um sulco infraglúteo pronunciado. Aqui é importante ressaltar que não existe glúteo sem sulco infraglúteo. Esse formato costuma ter uma boa projeção naturalmente.

Glúteo tipo Redondo. FONTE: “Classification System for Gluteal Evaluation” – Clinics in Plastic Surgery|2006 

Dito isso, decidi que vou dividir este artigo em 3 partes, para que não fique muito grande e cansativo. Na parte 2, abordarei quais características glúteas são as mais desejadas. Não é só sobre empinar e aumentar. E mesmo essas características sendo relativamente “fixas”, cada tipo de glúteo precisa de diferentes abordagens para alcançar esses pontos. Na parte 3, discutirei os hábitos que vão te deixar com os glúteos mais bonitos, associados aos procedimentos possíveis.

Para finalizar a primeira parte, gostaria de fazer um apontamento de suma importância: eu não acredito que o “glúteo fabuloso que tem todas as características desejadas” seja conquistado por algumas mulheres apenas pela genética. Não acredito ser humanamente possível não se dedicar muito a essa parte do corpo para obter esse tipo de resultado. Portanto, ao contrário do que as mídias sociais tentam fazer parecer, nenhum glúteo postado é de alguém que “nasceu assim”. Pode até não ter procedimento (o que duvido), mas com certeza há muito tempo dedicado a isso.

A mulher naturalmente tem celulite e estrias, e é normal que o bumbum se movimente ao pular. Não há nada de errado nisso. O extremo disso pode, sim, indicar algumas condições de saúde, como obesidade, lipedema, resistência insulínica, Síndrome de Cushing, dentre outras. E o outro extremo pode envolver dismorfismos e tomadas de decisões equivocadas quanto a treino, alimentação, uso de hormônios, etc.

Entretanto, acredito que uma mulher brasileira amando seu glúteo não quer guerra com ninguém, e não há nada de errado em lutar para conquistá-lo.

Quer entender melhor? Assista esse pequeno vídeo: Qual o formato do seu glúteo?

Escrito por dra. Ivana Ponce – Médica

CRM-PR 46488

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